sexta-feira, 11 de junho de 2010

A família Messiânica


Estamos trazendo este pequeno estudo resultado de pesquisa, a fim de responder os que nos questionam sobre este pontos.

Pedimos ao Senhor estas respostas sejam de proveito para aqueles que a lerem. Aumentando a fé em Cristo Jesus na Salvação e a nossa esperança.

Estas são as perguntas sobre a origem da família messiânca.
1. Jesus é filho de Davi?
2. Maria é filha de Davi?
3. José é filho de Davi?

Vamos a uma breve defesa da questão do 2º Testamento ou Novo Testamento
O Novo Testamento é um livro judeu, sim ou não? Se for um livro judeu, então para entendê-lo, nós precisamos recolocá-lo em seu lugar de origem, de volta ao seu ambiente histórico, lingüístico, cultural e religioso originais. Creio que essa é a única forma pela qual podemos entender o Novo Testamento e seu real significado para nós hoje. Mesmo se o tornarmos de volta ao contexto do primeiro século, nesse contexto, que é judaico, alguém poderia objetar que aí também encontraríamos relações e a presença de elementos do judaísmo helenístico; mas, ainda assim, não é o Helenismo propriamente dito, mas o judaísmo helenístico, que era um dos constrangimentos culturais nos quais a Terra de Israel estava mergulhada naquele momento. Ainda assim, continua sendo um livro judeu, com uma mensagem judaica.

O Evangelho de Jesus Segundo Mateus
Ele começa com as seguintes palavras: “Esse é o livro das gerações de Yeshua, o Messias, o filho de David, o filho de Abraão”. Esse versículo por si só enquadra todo o contexto do Evangelho dentro do Judaísmo. Em primeiro lugar, o escritor diz que este é o livro das gerações. Se alguém checar a terminologia, notará algo muito interessante nessa passagem. Existe somente um outro lugar na Bíblia em que essa frase é usada, em Gênesis capítulo 5, versículo 1: “Esse é o livro das gerações de Adão”. O escritor de Mateus, por inspiração, principiou o Evangelho com essas palavras a fim de relembrar ao leitor que Deus criou o homem. Ele o criou do pó da terra, soprou dentro dele o fôlego da vida, e Deus, que criou o homem, não enfrenta problema algum para fecundar uma mulher de maneira sobrenatural, fazendo vir Seu Filho para o mundo em carne; e, segundo, assevera que Ele cumpriu sua promessa de que o Messias procederia do Rei David e de Abraão.

O Rei David e Abraão, por sua vez, são as duas figuras na História Israelita que receberam uma promessa da parte de D’us, uma promessa incondicional que inclui a salvação do povo de Israel e benção para todas as nações, e são, portanto, mencionadas no primeiro versículo do Evangelho de Mateus para relembrar o leitor que aquilo que irá ler, a história do Messias, de Yeshua, de Jesus, é um capítulo dentro da História de Israel.

Não é a história de Roma, não é a história do Protestantismo, não é a história de Calvino ou Lutero, é a história de povo judeu, e Jesus é aquele mesmo Messias esperado por nossos antepassados. E essa espera, essa expectativa pela vinda do Messias, é, foi e sempre será a esperança de Israel. Essa não é a esperança do mundo, porque o mundo naquele tempo e ainda hoje, em sua maior parte, é idólatra; adoram a uma multiplicidade de deuses, não ao Uno e Único Deus, de quem nós dizemos: “Shymá Yisrael, Adonay Eloheynu, Adonay Echad” – “Ouve, Ó Israel, o Senhor seu Deus é Um”.Devarim 6:4.

A maioria do mundo persiste em não adorar a esse Deus. Contudo, Yeshua, o Messias, veio ao mundo para conduzir Israel rumo àquilo que os profetas anteviram: que Israel, a semente de Abraão, levaria luz às nações.

É importante, então – e mais importante para nós se realmente quisermos saber a verdade e entender qual é a vontade de Deus –, entendermos que aquilo com que estamos tratando aqui é um livro judaico. Estamos tratando com um livro que é judeu em sua profundidade, em sua linguagem, em sua teologia e em seu universo conceitual. Para entende-lo, temos que voltar ao primeiro século, e tentar compreender o que os ensinamentos, as parábolas, as declarações de Yeshua, o que as histórias e os conflitos com os fariseus e com os saduceus realmente significam naquele contexto.
Somente então podemos estar seguros que realmente temos uma concepção bíblica de fé, graça, esperança, vida eterna e salvação.

Vejamos, então, quais ferramentas temos que nos ajudam a compreender o universo de Yeshua HaMashiach, o mundo judaico do primeiro século. Quais ferramentas temos à nossa disposição e que nos possibilitam fazer tal coisa? Primeiro e antes de tudo, temos o Antigo Testamento, o livro santo que Yeshua usou, que leu na sinagoga em Nazaré, o mesmo livro que citou várias vezes diante de seus oponentes, o livro sobre o qual o apóstolo Paulo disse: “Toda escritura é inspirada por D’us, e é proveitosa para exortar e corrigir, ensinar e instruir”4. É esse livro que Paulo usava para provar, nas sinagogas em Tessalônica, Beréia e Corinto, que o Messias havia vindo. Quando Paulo ensinava, fazia citações do Antigo Testamento, da Torá, que diziam que ele (o Messias) devia sofrer, ser enterrado, devia ressuscitar dos mortos e assentar-se à direta de Deus. Ele não tinha Mateus, Marcos, Lucas e João à sua disposição, não tinha nem mesmo a epístola aos Gálatas, uma vez que ele não a havia escrito ainda. Tampouco possuía o livro de Romanos quando estava andando por Listra e Pérgamo, Icônio, Éfeso e Colossos, ensinando a judeus e gentios que Yeshua é o Messias. O que possuía eram os livros de Moisés, e, talvez, alguns dos livros dos profetas à sua disposição – isso era tudo o que tinha.

Então, a primeira fonte para compreender o Novo Testamento, naturalmente, é o chamado Velho Testamento, mas existem outras fontes. No próprio Novo Testamento, nós temos citações de muitos (Nota: 4 1Tm 3:16) dos mais populares livros no tempo de Yeshua HaMashiach. Temos citações de Enoch, do livro de Eclesiástico, ou ben Sira em hebraico. Nós temos citações de material rabínico, e temos uma série de fontes que são citadas e claramente procedem do ambiente judaico daquele período, e foram usadas para apresentar Yeshua como Messias.

Além dessas fontes do período intertestamental, que estão parcialmente citadas no Novo Testamento pelos próprios apóstolos e evangelistas, temos Josefo – Josephus Flávios, Yosef bem Mattityahu, em hebraico. Ele era um general das forças de resistência contra os Romanos, mas foi capturado, levado cativo e adotado pela Casa dos Flávius, a família dos Imperadores. Tito e Vespasiano adotaram Josefo e o transformaram numa espécie de historiador particular da família.

Como parte de sua reação à guerra Romana, ele escreveu as duas mais importantes obras para se entender o primeiro século, as Antiguidades Judaicas e Guerras Judaicas.

Após Josefo temos uma “pausa” no tempo até Judá HaNasy, um rabino da Terra de Israel que viveu na Galiléia e coletou, no final do segundo século, as deliberações e discussões dos rabinos entre o primeiro século aEC e o primeiro século EC, e também de parte do segundo século. Ele reuniu os relatos com o propósito de preservar o processo de discussão pelo qual os rabinos chegaram às conclusões dos aspectos práticos do cumprimento da lei na realidade pós Templo. Como é sabido, o Templo foi destruído em 70 EC, e desde então nunca mais foi reconstruído. Após sua destruição, aconteceu a revolta de Bar Kochba (c. 135 EC) e os judeus foram perversamente dispersos pelos romanos. Por essa razão (a diáspora), Rabi Judá considerando ser importante preservar essas deliberações legais, as reuniu num volume que passou a ser conhecido como Mishná.

A palavra Mishná vem do hebraico “lishnot” que significa “estudar”, ou, numa tradução mais livre, as discussões, ou os estudos dos rabinos a respeito das leis, especialmente no Judaísmo pós Templo. Muitas deliberações legais remontam ao primeiro século aEC, e são citadas por rabinos contemporâneos a Yeshua, em Israel, já no primeiro século EC. Essa é, portanto, a Mishná. No começo do 4º século havia uma compilação formada pelas discussões dos rabinos sobre a Mishná; em outras palavras, os rabinos continuaram suas discussões tentando entender e chegar ao cumprimento pleno das leis apresentadas na Mishná. Isso foi feito tanto na Babilônia, como na Terra de Israel, resultando em dois Talmudes. Talmude é, por conseguinte, a discussão rabínica sobre o material que Rabi Judá HaNasy reuniu, e formado por duas seções: a Mishná, e a discussão sobre a Mishná, chamada Guemará.

Princípios de interpretação
Para melhor compreender a genealogia de Jesus, é importante conhecer algumas das noções que os Judeus tinham em relação ao registro de seus ancestrais.

Direitos de propriedade
Os Judeus mantinham registros genealógicos com muito cuidado. Faziam isto principalmente porque os direitos de propriedade em Israel estavam ligados à herança de família.
Quando os Judeus se instalaram em Israel, as tribos receberam partes da terra como sua herança (Josué 14 a 21). As famílias dentro de cada tribo receberam partes dessa terra, que poderia ser cultivada, desenvolvida ou vendida. A cada 50 anos uma família sem posses poderia requisitar de volta a parte da terra que seus ancestrais tinham recebido na distribuição original (Lv 25:10).
Pessoas que não pudessem descrever sua linha familiar não possuíam herança na nação de Israel, sendo tratados como estrangeiros sem posses. Este fator contribuía fortemente para a preocupação dos Judeus com genealogias.

Profecias
Profecias também contribuíam para o interesse dos Judeus em genealogias. Deus havia prometido a vários indivíduos que o Messias haveria de ser um de seus descendentes. Para provar a descendência do Messias era importante manter registros genealógicos com precisão.

O uso da palavra “Filho”
Os Judeus não usavam a palavra filho num sentido limitado, como fazemos hoje. Mateus 1:1 declara que Jesus era o “filho de David, o filho de Abraão”. À primeira vista poderia se entender que David era o pai de Jesus e que Abraão era o seu avô. Um Judeu entenderia que Mateus estava declarando que Jesus era descendente de David, que por sua vez era descendente de Abraão.
Para o Judeu, a palavra filho poderia ser utilizada para designar um descendente, numa geração arbitrariamente distante.

Resumos genealógicos
Resumos genealógicos, ou saltos de gerações, aparecem não apenas em Mateus 1:1, mas também em vários pontos do Velho Testamento. Comparando-se Esdras 7:3 com 1 Crônicas 6:7-10, verifica-se que Esdras deliberadamente pulou seis gerações, de Meraiote a Azarias (filho de Joanã).

Filho também poderia ser usado para descrever parentesco, sem filiação. Embora Zorobabel fosse sobrinho de Sealtiel (1Crônicas 3:17-19), foi chamado o filho de Sealtiel (Esdras 3:2, Neemias 12:1, Ageu 1:12). Jair exemplifica também este princípio. Era apenas um parente não consanguineo distante de Manassés (I Crônicas 2:21-23 e 7:14-15). No entanto foi chamado “filho de Manassés” (Números 32:41, Deuteronômio 3:14, 1 Reis 4:13).
O ponto a ser lembrado é que a palavra filho pode ser aplicada a vários tipos de parentesco.

José na genealogia de Cristo
Mateus e Lucas mostram que José era o pai legal de Jesus, mas não seu pai genético. Jesus foi milagrosamente concebido em Maria, através do Espírito Santo. Em virtude de ser o esposo de Maria, José era considerado o pai de Jesus e portanto Jesus era seu herdeiro legal. Através de José, Jesus tinha direito legal sobre o trono de David.
Embora Jesus fosse descendente legal de José , não era seu descendente de sangue. A genealogia mostrada em Lucas indica isto claramente, declarando que Jesus era “como se cuidava o filho de José” (Lucas 3:23). Claramente, assumia-se que José era o pai biológico de Jesus, embora de fato não o fosse (Mateus 13:55).

Quem era o pai de José?
À primeira vista , Mateus e Lucas parecem discordar quanto ao pai de José. Mateus declara que ele era o filho de Jacó, enquanto que Lucas declara que ele era o filho de Heli. Felizmente uma fonte de informação inesperada ajudou os estudiosos a esclarecer este mistério.

O Talmude de Jerusalém indica que Maria era a filha de Heli (Haggigah, Livro 77, 4). José era genro de Heli, portanto Lucas poderia chamar José de “filho de Heli”, pois isto estava de acordo com o uso costumeiro da palavra “filho” nessa época, conforme precedentes bíblicos citados anteriormente.

A maldição de Jeoaquim e Jeconias
Jeoaquim foi um rei de Judá que ofendeu a Deus queimando um rolo que o profeta Jeremias havia escrito. Deus o castigou, indicando que “não teria quem se assentasse no trono de David” (Jeremias 36:30). O filho de Jeoaquim , Joaquim, assumi o reinado depois da morte de seu pai (2 Reis 24:6), mas permaneceu em Jerusalém apenas três meses, quando então a cidade foi conquistada por Nabucodonosor, que o levou cativo para a Babilônia, de onde jamais retornou (2 Reis 24:8-15, 25:27:30). O sentido hebraico da frase “não terá quem se assente no trono” é de uma permanência mais duradoura.
Joaquim também chamado Conias (Jeremias 37:1), ou Jeconias (Jeremias 22:24, 24:1 e 27:20) foi também castigado por sua desobediência a Deus (Jeremias 22:21 e 22:30): “nenhum de seus filhos prosperará, para se assentar no trono de David, e ainda reinar em Judá”.

O problema
José, o pai de Jesus era descendente de Jeoaquim e Jeconias. Portanto a descendência física de José não poderia aspirar ao trono de David em virtude do castigo imposto a ambos. Jesus era herdeiro do trono de David, conforme declarado em Lucas 1:32, Atos 2:30 e Hebreus 12:2. Além disso Deus havia prometido a David que um de seus descendentes físicos haveria de reinar em seu trono para sempre (2 Samuel 7:12-13).
Se Jesus tivesse nascido de José a profecia seria contraditória. Era portanto impossível satisfazer à promessa e à profecia de forma natural. Este problema exigiria portanto uma solução de natureza divina.

A provisão
Deus criou a solução através do milagre do nascimento virginal. Embora José fosse um descendente de Joaquim e Jeoaquim (através de Salomão), Maria não era. Ela era descendente de Natã (Lucas 3:31) um dos outros filhos de David. A promessa feita a David foi cumprida pois Maria era a mãe biológica de Jesus.
O nascimento virginal também resolveu o problema do castigo imposto a Jeoaquim e Joaquim, dando a Jesus o direito legal ao trono, através de José.

Existem muitos outros detalhes que nas próximas reflexões iremos usar para clarificar os textos, e tentar entender o contexto e ambiente do Evangelho, as Boas Novas que estão registradas para nós no livro que chamamos Novo Testamento.

Esperamos ter esclarecido aos amados que tinham este questionamento.

Fonte:
Ensinando de Sião.
Bíblia Pentecostal
Bíblia Thompson
Bíblia de Jeruzalém

Nova TV ADORAÇÃO

CONGRESSO DA JUVENTUDE

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Saudação

Sejam bem vindos ao nosso ponto de encontro.

Nestes dias temos lido e ouvido muitas versões ou entendimentos das verdades biblicas, mas há que se dizer que sempre houve e haverá opiniões diferentes devido a vários fatores que permeiam a nossa vida cotidiana.

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